terça-feira, 22 de janeiro de 2013

DUNAMIS MERLOT BRANCO - O PRIMEIRO BLANC DE NOIR BRASILEIRO .

O único vinho Merlot Branco do Brasil é o novo lançamento da Dunamis Vinhos e Vinhedos. A novidade tem a marca da inovação que vem caracterizando esta vinícola, nos seus dois anos de existência completados neste último dia 26 de novembro.
A base para elaboração de vinhos brancos de uvas tintas está no cuidado de proceder à espremedura e, imediatamente, separar as cascas da uva, vinificando apenas a polpa que é totalmente branca. O Dunamis Merlot Branco complementa a coleção “Shall We Dance?”,uma linha de vinhos varietais que, pela alegria e leveza, convidam o apreciador para dançar. “O frescor, a leveza e a brasilidade são os principais elementos desta linha”, define o diretor-executivo da empresa Júlio César Kunz. Segundo ele, os vinhos “Shall We Dance?” buscam a melhor expressão da natureza nos terroirs da Dunamis, da cultura colorida do Brasil nos seus rótulos e a alegria do brasileiro no jeito descontraído de consumo. Além da tradicional Merlot, a coleção conta com as variedades Cabernet Franc e Pinot Grigio, pouco cultivadas em solo brasileiro. Júlio Kunz revela que a opção por vinificar em branco uma variedade tinta (Merlot) segue a postura de oferecer oportunidades de descobertas ao público. “Também procuramos uma expressão completamente diferente desta variedade, acompanhando a balada da coleção “Shall We Dance?”, mostrando a todos que ainda há muito a ser descoberto no mundo do vinho, especialmente no Brasil”, afirma. Agora, o consumidor pode comparar os dois vinhos Dunamis “Shall We Dance?” com a uva Merlot, percebendo as diferenças entre uma vinificação tradicional em tinto e a alternativa, em branco. O proprietário da Dunamis, José Antônio Peterle, acrescenta que para seguir a filosofia de simplificar o momento de consumo dos vinhos, o preço será convidativo: R$ 39,90. Foram elaboradas apenas 4 mil garrafas do produto. Vinificação em branco Há várias maneiras de vinificar em branco uma uva tinta. A mais popular talvez seja a separação da casca depois de prensar a uva no tanque de fermentação (tecnicamente, logo no início da fermentação as cascas ficam suspensas e se diz que o “o chapéu subiu”, possibilitando a separação do líquido). No caso da Dunamis foi diferente. O especialista em vitivinicultura e consultor da Dunamis, Emílio Kunz Neto, explica que a uva Merlot sofreu uma prensagem leve, sem desengace, para extração do suco, chamado de mosto-flor. Os cachos não foram retirados, a exemplo do que se faz na região de Champagne, na França, porque auxiliam na drenagem do suco. Assim, a tinta da casca da uva Merlot não se mistura ao mosto, evitando a transferência de cor. O mosto branco foi então fermentado a baixas temperaturas para garantir maior frescor e aromaticidade. “Desse modo obtemos naturalmente uma cor mais clara, preservando os precursores dos aromas”, argumenta. A elaboração de um vinho branco com uva tinta (“blanc de noir”) traz algum risco. É comum encontrar na Europa vinhos à base de uvas tintas com um tom rosa claro (“blush”). Emílio Kunz Neto observa que após a vinificação em branco, é preciso um cuidado redobrado, porque o processo não evita a presença de uma pequena quantidade de polifenóis e flavonóides – extraídos da casca da uva tinta – no vinho branco, que, reduzidos, são incolores. Mas como ocorre nas frutas (uva, maçã, entre outras), com a maturação existe um ganho de cor. “A oxidação gradativa leva os vinhos brancos com uvas tintas a ficarem rosés com o tempo”, observa Kunz. “É o mesmo processo que faz vinhos brancos ganharem uma cor amarela mais evidente com o passar dos anos”, acrescenta. Em Champagne, onde a Pinot Noir é utilizada amplamente, a segunda fermentação resolve esta questão. “Tivemos de simular uma segunda fermentação para retirar seletivamente esses componentes sem alterar a estrutura e o sabor do vinho”, explica. A técnica usada é mantida em sigilo pelo consultor. Outra singularidade deste novo lançamento da Dunamis é que a uva Merlot foi preparada desde o vinhedo para se tornar um vinho branco. Cultivada em Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha, no vinhedo de solo argilo-arenoso, as uvas Merlot foram colhidas manualmente na safra de 2012 depois de uma maturação especial para vinhos brancos, ou seja, a condução foi feita de modo que as uvas tivessem uma acidez mais alta. O resultado é um vinho fresco e aromático, com 12% de álcool, seguindo a filosofia de álcool moderado dos rótulos da Dunamis.

A DANÇA DOS VINHOS NO BRASIL ..

O consumo per capita de vinho no Brasil continua muito baixo, mesmo se incluídos os números decorrentes do descaminho através das fronteiras mais meridionais do país e da comercialização da produção não oficializada de muitos pequenos e médios produtores. Uma tentativa de explicar o consumo per capita estacionário no patamar ridículo dos 2 litros é que, embora venha aumentando o consumo de vinho por uma porção da sociedade de maior poder aquisitivo, a base da população geral cresce numa maior proporção, anulando qualquer toque de incremento do índice. Outra justificativa aceitável é que estamos de certa forma alinhados ao fenômeno mundial, no qual se observa uma redução do consumo per capita por conta da maior seletividade dos vinhos consumidos. Neste sentido, os vinhos comuns (de híbridas americanas) mostram regressão quando estacionados há anos no nível de comercialização de 220 milhões de litros anuais. Isso demonstra que, embora esteja aumentando os novos apreciadores, outros estão fugindo deste padrão baixo de produto e, no conjunto, estão bebendo vinhos de viníferas que, mais caros, fazem a contenção da quantidade de consumo. Enquanto isso, nossos maiores fornecedores de vinho, a Argentina e o Chile, igualmente têm experimentado uma redução do consumo por conta da troca por vinhos de maior qualidade, ou seja, tomam menos quantidade de rótulos melhores. Para onde vão indo as sobras de seus vinhos de viníferas de baixa qualidade ? Uma parte está presente na enxurrada de zurrapas de baixos preços que têm invadido o Brasil. Esses produtos não contribuem em nada para a evolução de conhecimento enológico do brasileiro. O mérito inegável é o de que podem atrair o enófilo brasileiro para vinhos de viníferas, mesmo que sejam, às vezes, criollos sem alma e sem qualidade. O vinho fino importado ainda lidera este tipo de mercado no país. O único consolo vem dos vinhos espumantes brasileiros que vêem enfrentando os importados com clara superioridade pela sua reconhecida qualidade. Desde muito os espumantes brasileiros desenharam uma ascensão permanente, com uma participação no mercado nacional oscilando em torno de 64%.

GRAN IDENTIDADE CORTE - UM NOVO ÍCONE DA CASA VALDUGA .

Tenho recebido muitas amostras de vinhos de vinícolas brasileiras e de produtores estrangeiros para que o grupo do meu blog possa degustar e produzir comentários reais. Algumas amostras que não alcançam uma clasificação mínima ou que resultem em opiniões conflitantes, deixam de ser comentadas.
O blog reserva seu espaço somente para os rótulos com maiores destaques na qualidade ou de maior entusiasmo na aprovação. Mais um bom rótulo nos chegou da Casa Valduga, neste caso explorando as promissoras possibilidadres da região gaúcha da Serra do Sudeste que, centrada na cidade de Encruzilhada do Sul, apresenta condições climáticas muito importantes para a produção de vinhos com personalidade. Na Serra do Sudeste o clima é temperado e com excelente insolação, disponibiliza noites amenas e invernos rigorosos, condições que possibilitam a adaptãção de muitos cultivares de viníferas requeridos na produção de vinhos potentes e bem estruturados. Dentre as castas que apresentaram qualidade superior das uvas, a Casa Valduga, depois de muitos anos de testes, focou-se num corte de Merlot, Marselan e Arinarnoa, que recebeu o rótulo com a denominação de Gran Identidade Corte. O Gran Identidade Corte fortalece ainda mais a noção da identidade da Serra do Sudeste, atualmente um celeiro de vinhos de alta gama como os espumantes Chandon, os tranquilos Lidio Carraro e o vinhos de garagem Marco Danielle. Completam a linha Identidade os vinhos Premivm Marselan, Premivm. O Gran Identidade, pela sua complexidade e boa estrutura, casa-se bem com pratos mais fortes.

VINICOLA PERINI - SAFRA 2013 PROMETE GRANDE SUCESSO .

Com aproximadamente 20 dias de antecedência em relação ao ano passado, a Vinícola Perini começou a receber as primeiras cargas de uva da safra 2013. A variedade Chardonnay abriu oficialmente, no dia 3 de janeiro, a temporada de desembarque de matéria-prima para elaboração de vinhos e espumantes no Vale Trentino, em Farroupilha, na Serra Gaúcha. Até meados de fevereiro, cerca de 12 milhões de quilos da fruta devem ser recebidos na vinícola, repetindo o volume de 2012. E no que depender dos vinicultores, a expectativa é de ocorrer o mesmo quanto à qualidade. “Estamos observando uma safra bem satisfatória para as uvas brancas. Nas tintas, o clima deve nos dizer, nos próximos dias, o que podemos esperar”, avalia o fundador da empresa, Benildo Perini. Segundo o enólogo Leandro Santini, o frio menos intenso do último inverno tende a acarretar uma safra mais curta neste verão. De modo geral, até com possibilidade de menor produção. O que não deve se refletir na qualidade, graças ao alto nível de exigência no recebimento de matéria-prima mantido pela Perini. “Só recebemos uvas sãs, frescas e no ponto ideal de maturação para cada produto. No caso da Chardonnay que está chegando agora, por exemplo, é aquela que já se encontra no ponto ideal de açúcar e acidez para a elaboração de espumantes”, explica Leandro.

OS VENCEDORES DO 10° ANNUAL WINES OF CHILE AWARDS 2013 .

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013OS VENCEDORES DO 10° ANNUAL WINES OF CHILE AWARDS 2013 Os vencedores do troféu do Annual Wines of Chile Awards 2013 foram revelados durante uma grande cerimônia de premiação na quinta-feira, 10 de janeiro, na qual 18 vinhos receberam os troféus de melhor em sua categoria, após três dias de degustações às cegas com juízes da Ásia e do Chile. Alguns dos maiores nomes da indústria de vinhos chilenos se reuniram para um coquetel em Las Terrazas de la Reina, com vista para a cidade de Santiago, onde os vencedores foram anunciados. A honra máxima da noite foi para a Viña Errazuriz, premiada com o título de melhor vinho do evento (Best in the Show), o ícone Don Maximiamo Founder’s Reserve 2010: uma mistura de Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Syrah, Carmenere e Cabernet Franc. O proprietário da vinícola, Eduardo Chadwick, esteve presente para receber o prêmio. “É realmente uma grande vitória”, disse ele. “Nós estamos tentando mostrar o requinte e a qualidade existentes no Chile. Nosso enólogo e equipe são fundamentais para isso. Obrigado por reconhecer nossos esforços.” O mesmo vinho também levou um dos troféus mais cobiçados do ano, o de melhor vinho tinto - Best Super Premium Red Wine. Já o troféu para o melhor vinho branco (Best Super Premium White) foi para o Cipreses Vineyard Sauvignon Blanc 2011, da Casa Marín. Dois vinhos foram premiados na categoria custo x benefício – Best Value Trophies: Oveja Negra Cabernet Franc/Carmenere como o melhor tinto, e Santa Carolina Reserva Moscato 2012 como o melhor na categoria brancos. Outras 15 categorias também tiveram vinhos eleitos. A Cono Sur conquistou três vezes o ouro durante a premiação, com medalha nas categorias Pinot Noir (20 Barrels 2010) e Melhor Syrah com dois de seus vinhos (20 Barris Syrah 2010 e Single Vineyard 2011) que permaneceram empatados na prova às cegas. Recordes Esse ano foi alcançado um número recorde de inscrições, com 615 vinhos, e um recorde de medalhas recebidas na história do AWOCA: 10% de ouro, 28% de prata e 41% de bronze, o que significa que 79% dos participantes conquistaram alguma medalha. “O calibre dos vinhos era de uma qualidade significativamente superior”, disse Mario Pablo Silva, vice-presidente da Wines of Chile. “Nossa mensagem de diversidade é uma descrição exata do que o Chile tem a oferecer.” O décimo ano da premiação contou pela primeira vez com um painel de especialistas em vinhos vindos do Japão, China, Coreia e Chile. A Wines of Chile também escolheu concentrar-se em um dos países em maior expansão no mercado consumidor de vinhos – a Ásia. “A décima edição do Annual Wines of Chile Awards é um símbolo”, fala Claudio Cilveti, gerente geral da Wines of Chile. “Precisamos dar atenção à Ásia. Os juízes são agora nossos embaixadores no mercado.” Os vencedores do AWOCA são: Melhor vinho na categoria “Blend” – Sideral 2009, Viña Altair Melhor vinho na categoria “Cabernet Sauvignon” – Arboleda 2010, Viña Arboleda Melhor vinho na categoria “Carmenère” – Marchigue Private Collection 2011, Viñedos Marchigue Melhor vinho na categoria “Chardonnay” – Aconcagua Costa 2011, Viña Errazuriz · Melhor vinho na categoria “Late Harvest” – Erasmo 2008, Viña la Reserva de Caliboro · Melhor vinho na categoria “Pinot Noir” – Cono Sur 20 Barrels 2010, Viña Cono Sur · Melhor vinho na categoria “Sauvignon Blanc” – Outer Limits 2011, Montes S.A. Melhor vinho na categoria “Syrah” – Single Vineyard 2011 e 20 Barrels 2010, Viña Cono Sur · Melhor vinho na categoria “Outras cepas tintas” – Vigno Garcia Schwaderer 2009, Garcia & Schwaderer · Melhor vinho na categoria “Outras cepas brancas” – Santa Carolina Reserva Moscato 2012, Santa Carolina Melhor vinho na categoria “Rose” - Litoral Rosé of Pinot Noir 2012, Viña Ventolera S.A. · Melhor vinho na categoria “Espumante” - Santa Digna Estelado 2012, Miguel Torres Chile · Melhor vinho na categoria “Tinto premium” - Don Maximiano Founder's Reserve 2010, Viña Errazuriz · Melhor vinho na categoria “Branco premium” - Cipreses Vineyard Sauvignon Blanc 2011, Viña Casa Marín · Melhor vinho na categoria “Tinto custo x benefício” - Oveja Negra Cabernet Franc – Carmenere 2011, VIA Wines · Melhor vinho na categoria “Branco custo x benefício” - Santa Carolina Reserva Moscato 2012, Santa Carolina · Melhor vinho do evento “Best in the Show” - Don Maximiano Founder's Reserve 2010, Viña Errazuriz

Direto das Serras Gaúchas: uma "peregrinação" vínica pelo Vale dos Vinhedos, Pinto Bandeira e Farroupilha - 1ª parte

O grande vinho do Brasil: o espumante da Serra Gaúcha... O Blog Vinhos e Mais Vinhos, atendendo a um convite do Projeto Imagem, promovido pelo Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), está de volta à região vinícola do Rio Grande do Sul para visitar algumas vinícolas no Vale dos Vinhedos, Pinto Bandeira e Farroupilha.
A primeira parada da nossa "peregrinação" foi na vinícola Miolo, uma das mais modernas de toda a região, localizada no renomado Vale dos Vinhedos, que já havia sido visitada por mim há pouco mais de dois anos atrás (veja no link). Na ocasião, fomos recepcionados por Morgana Miolo e dois enólogos da vinícola, que nos aguardavam com garrafas bem geladas do tropicalíssimo Terranova Brut Rosé produzido no Vale do São Francisco, algo providencial para os quase 30ºC que faziam no local, num horário próximo das 7 horas da noite.
Devidamente paramentados com jalecos e toucas, seguimos para um tour completo pelas instalações da área de produção, onde pudemos provar o mosto da casta Chardonnay recém-colhida e que havia iniciado o processo de fermentação alcoólica há apenas 5 dias.
Em seguida, passamos para a sala de barricas, onde os melhores vinhos da vinícola repousam tranquilamente aguardando o devido momento de seu engarrafamento. Lá, o enólogo Gustavo Duarte nos proporcionou a experiência de provar, diretamente da barrica, um lote de Merlot Terroir, vinho premium da Miolo que repousa 18 meses nessas barricas de carvalho francês. Finalizada a visita à área de produção, seguimos para a sala de degustação da Miolo para provarmos alguns rótulos elaborados pela empresa em suas diversas áreas de cultivo ou de parceiros como a RAR e a Bellavista Estate, do apresentador Galvão Bueno. Assistimos ainda, um breve vídeo do atual panorama da empresa e seus novos projetos em andamento. Dentre os rótulos provados (Bueno SB 2012, RAR Collezione PN 2011, Miolo Quinta do Seival Castas Portuguesas 2008, Miolo Terroir 2008, Miolo Millésime 2009 e Terranova Moscatel), destaquei o refinado espumante Miolo Millésime 2009 e o Quinta do Seival Castas Portuguesas 2008, um vinho que já havia me convencido em ocasiões anteriores de sua alta qualidade e excepcional relação preço x qualidade (na faixa dos R$50).
Para finalizar a noite, fomos agraciados com um belo jantar da culinária típica italiana, na charmosa Osteria Mamma Miolo que fica nos fundos da vinícola. Boa comida, bons vinhos, boas companhias e até um animado grupo de música italiana animou este primeiro dia de "peregrinação".

Direto das Serras Gaúchas: uma "peregrinação" vínica pelo Vale dos Vinhedos, Pinto Bandeira e Farroupilha - 2ª parte

Os bem cuidados vinhedos da Aurora em Pinto Bandeira No segundo dia de "peregrinação" pelas Serras Gaúchas, iniciamos o dia com uma visita aos vinhedos da vinícola Aurora, na promissora região de Pinto Bandeira
Como a safra deste ano foi adiantada em cerca de duas semanas, ainda foi possível encontrar alguns cachos de Chardonnay e verificar a Pinot Noir chegando a sua plena maturação, com colheita prevista já para a próxima semana do mês de janeiro. Percorrendo os vinhedos com o enólogo escalado para nos receber, pudemos percorrer uma boa extensão dos vinhedos de Pinto Bandeira e verificar o excelente trabalho realizado pela Aurora na região e, literalmente, testar o perfeito nível de maturação das uvas prestes a serem colhidas. As imagens a seguir dão uma boa ideia da qualidade e do esmero da Aurora na condução de seus vinhedos em Pinto Bandeira:
Vinhas de Pinot Noir aguardando o momento da colheita
Parcela de Chardonnay destinada para produção de vinhos secos
Pinot Noir "no ponto" para ser colhida Para finalizar a visita, seguimos para um delicioso brunch nos jardins da propriedade, seguido de um ótimo almoço com a equipe da Aurora, onde pudemos degustar exatamente os dois varietais produzidos nos vinhedos visitados, ambos da última safra produzida (2012), vinhos muito bem feitos, focados no frescor da fruta. Destaque para o Pinot Noir, um vinho leve e apto para agradar os mais distintos públicos. segunda-feira, 21 de janeiro de 2013Estrelas do Brasil: grandes espumantes com luz própria! Estrelas que brilham à luz do dia... Se você ainda não ouviu falar sobre esses espumantes, descubra agora o que você está perdendo... Apesar de eventualmente produzir vinhos tintos, o grande brilho do projeto Estrelas do Brasil está em seus refinados espumantes, sobretudo nestes dois aqui citados: o Brut e Nature 2007, ambos elaborados pelo método tradicional ou champenoise. O ambiente perfeito de degustação... Iniciada em 2005 através da parceria entre dois enólogos, um brasileiro e outro uruguaio, a Estrelas do Brasil está localizada numa área privilegiada (principalmente pela vista) da Serra Gaúcha, no distrito de Faria Lemos, não muito distante de Bento Gonçalves, focada em elaborar espumantes de alta qualidade. Seu nome é uma singela homenagem ao dito atribuído ao monge Dom Pérignon que, no ano de 1670, disse: "estou provando estrelas", diante da prova de seu primeiro champagne. Um brinde a paisagem e ao vinho... Assim que cheguei ao magnífico anfiteatro onde iríamos degustar os espumantes Estrelas do Brasil, me senti naquele piquenique do filme Sideways (se não lembra, basta ver a capa do DVD ou o cartaz do filme). O enólogo Irineo Dall'Agnol (o brasileiro da dupla) nos recebeu num clima absolutamente perfeito para uma degustação, à sombra de duas frondosas árvores, sentados em cadeiras rústicas ou mesmo na grama, diante de um visual que palavras são incapazes de descrever... Prosecco e Brut 2007 Mas vamos aos espumantes, iniciamos com um delicado mas intensamente fresco Prosecco (veja na primeira imagem), cheio de vigor e com uma mousse incrivelmente abundante. Abriu os trabalhos com louvor. Em seguida, passamos para um dos mais sublimes espumantes nacionais que já degustei: o Brut Champenoise 2007. Ele já se destaca pelo belo visual, levemente alaranjado (veja na foto abaixo) e uma perlage bem fina. No olfato, aromas complexos de passas brancas, fermento e castanhas assadas iam se esvaindo da taça com profusão. Chegando à boca, veio a confirmação da intensa complexidade oferecida pelas leveduras encapsuladas* por 48 meses na garrafa, trazendo um sabor fresco e cremoso, cheio da vivacidade que é a essência de um grande espumante. Realmente magnífico! Estrelas do Brasil Brut Champenoise 2007 Antes de continuar a degustação, seguimos para um passeio no meio de seus vinhedos, podendo observar e ouvir as explanações de Irineo sobre as técnicas de manejo necessárias para lidar com as dificuldades de cultivo da Serra Gaúcha, especialmente a alta pluviosidade. No retorno à "sala de degustação", mais uma bela surpresa, a versão Nature do champenoise 2007, muito semelhante ao Brut, mas com ainda mais frescor, fruto de sua quase absoluta ausência de açúcar residual. Outro espumante digno de figurar entre os melhores do Brasil. Para não ter dúvidas, levei garrafas dos dois para beber em outra ocasião. Estrelas do Brasil Nature Champenoise 2007 Por razões que Irineo bem explica em seu site, só ali você vai encontrar os 9 tipos (e safras) de espumantes disponíveis para venda. Recomendo que você visite a página, leia um pouco mais sobre os diferenciais de seus espumantes e, se desejar (eu recomendo), adquira algumas garrafas. *Para saber mais sobre a inovadora técnica de leveduras encapsuladas, acesse o site www.estrelasdobrasil.com.br. Postado por Luiz Cola às 19:05 2 comentários: Links para esta postagem Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: Brasil, Espumantes, Vale dos Vinhedos Confirmado: Galvão Bueno torna-se sócio da Miolo Wine Group! Aliança consolidada: Galvão Bueno e Adriano Miolo Na semana passada, durante a minha visita a Serra Gaúcha, casualmente observei a presença do narrador esportivo da TV Globo Galvão Bueno, circulando pela cidade de Bento Gonçalves e me indagava sobre os motivos que o levaram até lá. Já sabia de sua parceria com a Miolo, que há alguns anos vinificava as uvas de sua propriedade na Campanha Gaúcha com o rótulo Bella Vista Estate. Rumores davam conta de sua associação com o grupo Miolo, algo que se confirmou hoje: ele é o novo sócio da Miolo Wine Group. A parceria, iniciada em 2009 com a elaboração de dois vinhos e um espumante, consolida-se com a participação da família Bueno no quadro acionário da empresa junto às famílias Miolo, Benedetti, Tecchio e Randon. O ingresso de Galvão no grupo proporcionará uma expansão nos negócios da empresa, que pretende chegar em 2020 com faturamento anual de R$ 500 milhões, consolidando sua posição como líder nacional na produção de vinhos finos e espumantes e visando estar entre os três maiores grupos de vinhos da América do Sul. Também para 2020, a empresa projeta um crescimento na produção destinada ao mercado internacional para atingir a meta estipulada de 30%. “Para nós é uma grande satisfação contar com o Galvão Bueno fazendo parte do nosso grupo. Tenho a certeza de que ele virá para fortalecer ainda mais nosso projeto de vinhos de qualidade e terá uma contribuição fundamental na construção da imagem e notoriedade que conquistamos até hoje”, diz Adriano Miolo, superintendente do grupo. O projeto Bella Vista Estate, de propriedade do narrador mais famoso do país, está localizado na região da Campanha (RS), local reconhecido como uma das regiões mais promissoras para o cultivo de uvas, o paralelo 31 – faixa do planeta onde se encontram as melhores regiões vitivinícolas do mundo. Hoje, o projeto conta com 30 hectares de vinhedos e seis rótulos, entre espumantes, vinhos brancos e tintos. “Conhecer a família Miolo foi para mim um acontecimento especial. Trabalhar em parceria com eles só me fez aumentar minha paixão pelos vinhos. Associar-me a eles é fazer parte de uma saga que se iniciou no século XIX e que me enche de orgulho”, disse Galvão Bueno. Fonte: Moglia Comunicação Foto: Ana Cris Paulus Postado por Luiz Cola às 17:07 Um comentário: Links para esta postagem Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: Brasil, Celebridades, Miolo, Vale dos Vinhedos Em Busca da Elegância Perdida: Vinhos supermaduros e amadeirados demais estão com os dias contados na Argentina! O enólogo e consultor Edgardo del Pópolo, consultor da Santa Rita (Chile) em sua vinícola argentina (Doña Paula), afirmou em recente entrevista a publicação The Drinks Business, no South American Wine Workshop que a tendência que irá nortear os rumos do vinho argentino daqui para a frente, será a da busca por um maior frescor, equilíbrio e expressão regional. Porém, ele admitiu que as regiões mais quentes da Argentina ainda irão continuar a produzir os vinhos mais afinados com o estilo "Novo Mundo", frutas maduras e doces e maior concentração, no entanto, ele acredita que é viável torná-los mais frescos e equilibrados. "Eles estão mais confiantes em si mesmos, não estão mais tão preocupados em fazer vinhos como os consultores estrangeiros dizem que eles deveriam fazer ou o que os outros países estão fazendo." Ele também acredita que "o próximo passo do vinho na Argentina será o reflexo das diferenças de terroir e do uso mais contido do estilo dominante de vinhos cheios de álcool e maturação em barricas de carvalho." Pessoalmente, torço para que essa tendência se confirme e possamos encontrar a "elegância perdida" do vinho argentino... Postado por Luiz Cola às 13:28 2 comentários: Links para esta postagem Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut Marcadores: Argentina, Enologia, Vinificação domingo, 20 de janeiro de 2013Direto das Serras Gaúchas: uma "peregrinação" vínica pelo Vale dos Vinhedos, Pinto Bandeira e Farroupilha - 2ª parte Os bem cuidados vinhedos da Aurora em Pinto Bandeira No segundo dia de "peregrinação" pelas Serras Gaúchas, iniciamos o dia com uma visita aos vinhedos da vinícola Aurora, na promissora região de Pinto Bandeira. Como a safra deste ano foi adiantada em cerca de duas semanas, ainda foi possível encontrar alguns cachos de Chardonnay e verificar a Pinot Noir chegando a sua plena maturação, com colheita prevista já para a próxima semana do mês de janeiro. Percorrendo os vinhedos com o enólogo escalado para nos receber, pudemos percorrer uma boa extensão dos vinhedos de Pinto Bandeira e verificar o excelente trabalho realizado pela Aurora na região e, literalmente, testar o perfeito nível de maturação das uvas prestes a serem colhidas. As imagens a seguir dão uma boa ideia da qualidade e do esmero da Aurora na condução de seus vinhedos em Pinto Bandeira: Vinhas de Pinot Noir aguardando o momento da colheita Parcela de Chardonnay destinada para produção de vinhos secos Pinot Noir "no ponto" para ser colhida Para finalizar a visita, seguimos para um delicioso brunch nos jardins da propriedade, seguido de um ótimo almoço com a equipe da Aurora, onde pudemos degustar exatamente os dois varietais produzidos nos vinhedos visitados, ambos da última safra produzida (2012), vinhos muito bem feitos, focados no frescor da fruta. Destaque para o Pinot Noir, um vinho leve e apto para agradar os mais distintos públicos.
Na sequência da passagem pelo distrito de Pinto Bandeira, tivemos o grato e bastante raro privilégio de visitar a excelente Cave Geisse na companhia de seu proprietário, o renomado enólogo chileno Mário Geisse.
Após uma esclarecedora explanação sobre os "diferenciais" e os "detalhes" que tornam os espumantes produzidos por ele tão procurados e bem avaliados, Mário Geisse nos convidou para visitar sua "casa nos vinhedos" e degustar dois de seus espumantes: o recém-lançado Blanc des Noir 2009 e o mítico Brut 1998 Magnum, provavelmente (eu tenho certeza...) o melhor espumante já produzido no Brasil
A "casa nos vinhedos"...
A maravilhosa vista de uma parte dos vinhedos Nesse belo cenário, iniciamos a prova do Blanc des Noirs 2009 e ouvimos mais alguns "detalhes" que fazem a diferença na elaboração deste novo vinho, feito exclusivamente com Pinot Noir vinificada em branco, de seu portfólio de espumantes.
Rodrigo Geisse e o "debutante" Brut 1998, cheio de vida após 15 anos de guarda... Finalmente, para encerrar com "chave de ouro", cercamos Rodrigo, filho de Mário, para apreciarmos a abertura e o serviço do magnífico Cave Geisse Brut 1998 Magnum (restam menos de 150 das 2000 garrafas produzidas).
O encantador tom dourado do Brut 1998... Foi bastante interessante observar a expressão de espanto (e de satisfação) daqueles que ainda não conheciam esta "joia borbulhante", cheia de vivacidade mesclada com uma agradável complexidade que somente a longa guarda de um espumante de alta qualidade pode oferecer. O grupo ficou tão empolgado com a qualidade do Brut 1998, que decidimos encomendar uma garrafa (R$500, na vinícola) para abrir no jantar de encerramento de nossa "peregrinação" pelas Serras Gaúchas.

Confirmado: Galvão Bueno torna-se sócio da Miolo Wine Group!

Aliança consolidada: Galvão Bueno e Adriano Miolo Na semana passada, durante a minha visita a Serra Gaúcha, casualmente observei a presença do narrador esportivo da TV Globo Galvão Bueno, circulando pela cidade de Bento Gonçalves e me indagava sobre os motivos que o levaram até lá. Já sabia de sua parceria com a Miolo, que há alguns anos vinificava as uvas de sua propriedade na Campanha Gaúcha com o rótulo Bella Vista Estate. Rumores davam conta de sua associação com o grupo Miolo, algo que se confirmou hoje: ele é o novo sócio da Miolo Wine Group. A parceria, iniciada em 2009 com a elaboração de dois vinhos e um espumante, consolida-se com a participação da família Bueno no quadro acionário da empresa junto às famílias Miolo, Benedetti, Tecchio e Randon. O ingresso de Galvão no grupo proporcionará uma expansão nos negócios da empresa, que pretende chegar em 2020 com faturamento anual de R$ 500 milhões, consolidando sua posição como líder nacional na produção de vinhos finos e espumantes e visando estar entre os três maiores grupos de vinhos da América do Sul. Também para 2020, a empresa projeta um crescimento na produção destinada ao mercado internacional para atingir a meta estipulada de 30%. “Para nós é uma grande satisfação contar com o Galvão Bueno fazendo parte do nosso grupo. Tenho a certeza de que ele virá para fortalecer ainda mais nosso projeto de vinhos de qualidade e terá uma contribuição fundamental na construção da imagem e notoriedade que conquistamos até hoje”, diz Adriano Miolo, superintendente do grupo. O projeto Bella Vista Estate, de propriedade do narrador mais famoso do país, está localizado na região da Campanha (RS), local reconhecido como uma das regiões mais promissoras para o cultivo de uvas, o paralelo 31 – faixa do planeta onde se encontram as melhores regiões vitivinícolas do mundo. Hoje, o projeto conta com 30 hectares de vinhedos e seis rótulos, entre espumantes, vinhos brancos e tintos. “Conhecer a família Miolo foi para mim um acontecimento especial. Trabalhar em parceria com eles só me fez aumentar minha paixão pelos vinhos. Associar-me a eles é fazer parte de uma saga que se iniciou no século XIX e que me enche de orgulho”, disse Galvão Bueno.

segunda-feira, 21Estrelas do Brasil: grandes espumantes com luz própria!

Estrelas que brilham à luz do dia... Se você ainda não ouviu falar sobre esses espumantes, descubra agora o que você está perdendo... Apesar de eventualmente produzir vinhos tintos, o grande brilho do projeto Estrelas do Brasil está em seus refinados espumantes, sobretudo nestes dois aqui citados: o Brut e Nature 2007, ambo
s elaborados pelo método tradicional ou champenoise.
O ambiente perfeito de degustação... Iniciada em 2005 através da parceria entre dois enólogos, um brasileiro e outro uruguaio, a Estrelas do Brasil está localizada numa área privilegiada (principalmente pela vista) da Serra Gaúcha, no distrito de Faria Lemos, não muito distante de Bento Gonçalves, focada em elaborar espumantes de alta qualidade. Seu nome é uma singela homenagem ao dito atribuído ao monge Dom Pérignon que, no ano de 1670, disse: "estou provando estrelas", diante da prova de seu primeiro champagne.
Um brinde a paisagem e ao vinho... Assim que cheguei ao magnífico anfiteatro onde iríamos degustar os espumantes Estrelas do Brasil, me senti naquele piquenique do filme Sideways (se não lembra, basta ver a capa do DVD ou o cartaz do filme). O enólogo Irineo Dall'Agnol (o brasileiro da dupla) nos recebeu num clima absolutamente perfeito para uma degustação, à sombra de duas frondosas árvores, sentados em cadeiras rústicas ou mesmo na grama, diante de um visual que palavras são incapazes de descrever...
Prosecco e Brut 2007 Mas vamos aos espumantes, iniciamos com um delicado mas intensamente fresco Prosecco (veja na primeira imagem), cheio de vigor e com uma mousse incrivelmente abundante. Abriu os trabalhos com louvor. Em seguida, passamos para um dos mais sublimes espumantes nacionais que já degustei: o Brut Champenoise 2007. Ele já se destaca pelo belo visual, levemente alaranjado (veja na foto abaixo) e uma perlage bem fina. No olfato, aromas complexos de passas brancas, fermento e castanhas assadas iam se esvaindo da taça com profusão. Chegando à boca, veio a confirmação da intensa complexidade oferecida pelas leveduras encapsuladas* por 48 meses na garrafa, trazendo um sabor fresco e cremoso, cheio da vivacidade que é a essência de um grande espumante. Realmente magnífico!
Estrelas do Brasil Brut Champenoise 2007 Antes de continuar a degustação, seguimos para um passeio no meio de seus vinhedos, podendo observar e ouvir as explanações de Irineo sobre as técnicas de manejo necessárias para lidar com as dificuldades de cultivo da Serra Gaúcha, especialmente a alta pluviosidade. No retorno à "sala de degustação", mais uma bela surpresa, a versão Nature do champenoise 2007, muito semelhante ao Brut, mas com ainda mais frescor, fruto de sua quase absoluta ausência de açúcar residual. Outro espumante digno de figurar entre os melhores do Brasil. Para não ter dúvidas, levei garrafas dos dois para beber em outra ocasião.
Estrelas do Brasil Nature Champenoise 2007 Por razões que Irineo bem explica em seu site, só ali você vai encontrar os 9 tipos (e safras) de espumantes disponíveis para venda. Recomendo que você visite a página, leia um pouco mais sobre os diferenciais de seus espumantes e, se desejar (eu recomendo), adquira algumas garrafas.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Vinho do ano 2012: Barca Velha 2000 ..

Um dos tintos lendários de Portugal, o Barca-Velha é o de mais alta qualidade da Casa Ferreirinha e começou a ser produzido em 1952.
Durante muito tempo foi o único vinho de mesa respeitado do Douro. Até agora, foram lançadas apenas 16 safras e a mais recente surgiu em 2004 e só agora está no mercado. O Barca-Velha era de propriedade de Antonia Adelaide Ferreira, a Ferreirinha, mas em 1987 a casa foi vendida à Sogrape. O vinho sempre foi feito com uvas do Douro Superior e por grande tempo as uvas vinham da Quinta do Vale Meão. Atualmente, a maior parte da mescla vem da Quinta da Leda, comprada por Ferreirinha em 1978, onde é feito. O estilo se mostra bem antigo, mas nada rústico e o vinho envelhece muito bem (ele deve passar algum tempo na garrafa). Também vale à pena provar o segundo vinho, o Casa Ferreirinha e o relativamente novo Quinta da Leda. Ambos causam boa expressão. Fonte: O Grande Livro dos Vinhos – Publifolha – 1ª edição, agosto de 2012
A audaciosa Dona Antónia Ferreira (1811 – 1896) construiu, no Douro, um império que permanece até hoje. A empresa continuou nas mãos da família até 1987 quando foi vendida à Sogrape. Líder em Portugal, a Ferreira construiu sua reputação com Tawnies e com o Barca Velha, um Douro tinto não fortificado vendido ao preço dos melhores portos vintage, feito com cepas do Porto (principalmente Tinta Roriz, com um pouco de Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Amarela) e somente nas melhores safras – 14 desde o lançamento em 1952. Fonte: Coleção Veja Vinhos do Mundo – volume 10 – Portugal e Grécia
Degustação Barca Velha 2000 – álcool: 13,5% – uvas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão - preço: 140 Euros – Cor densa, profunda, carregada, denotando uma juventude extraordinária para um vinho de 12 anos. Aroma com fruta negra bem marcada, chocolate e tabaco sobre uma nota balsâmica. Na boca é muito texturado, de ótima acidez, pleno, encorpado e cheio, com taninos vivos, aveludados e expansivos bem envolvidos e entrosados com os demais elementos. Final longo, complexo, interminável, remetendo o degustador às sensações aromáticas e gustativas iniciais. Leve toque de chocolate. Impressionou pela longevidade e pelo frescor, já que não demonstrou sinais de cansaço apesar dos 12 anos. Avaliação: 96/100 pts.++