quarta-feira, 11 de abril de 2018

Rei do Barbaresco na Sicília....

Programe-se: vem aí o Malbec Day....

Neste dia 19 de Abril, a Wofa - Wines of Argentina, promove o Malbec Day, evento voltado para especialistas e amantes de vinho. A iniciativa, realizada em São Paulo, já é tradicional no calendário do setor e trata como protagonista a uva homônima e que dá nome ao projeto. A programação conta ainda com música, food trucks e degustações. Emblemática uva da Argentina ganha destaque na capital paulista Acontece na Casa Traffo, na Vila Olímpia, das 18h30 às 22 h; e os ingressos estão a venda pelo www.foodpass.com.br, por R$ 50.

Americanos lançam pirulito de vinho....

Você daria um pirulito de Cabernet Sauvignon para o seu filho? Ou para si mesmo? A empresa Lollyphile, sediada em Austin, no Texas, Estados Unidos, criou uma série de pirulitos com sabores inspirados no vinho. Os doces têm sabor de Cabernet Sauvignon, Merlot e Chardonnay. E, sim, podem ser consumidos pelas crianças, pois não têm álcool. A composição tampouco leva qualquer traço de vinho, sendo feita com uma combinação de sabores naturais e artificiais. No site da empresa, um pacote com quatro pirulitos é vendido por US$ 8 e um com sabores misturados, que entre outros paladares têm negroni, absinto, pizza e até leite materno, por US$ 12. Estes não são os primeiros doces inspirados nos sabores do vinho lançados recentemente. No ano passado, a empresa Sugarfina criou balinhas de gelatina em formato de urso com uma infusão de vinho rosé de Provence e também com Champagne Dom Pérignon.

Wine tour para cães....

Por que não levar seu cachorro para passear em uma vinícola? Em quanto você degusta, ele também pode se divertir com um programa diferente. Vinícola californiana oferece programa para os melhores amigos do homem Ao menos é o que está propondo a vinícola Calistoga Ranch, que está oferecendo um passeio de três noites projetado para atrair o melhor amigo do homem, com atividades que incluem uma caçada ao bacalhau defumado nos vinhedos. A vinícola, que tem 157 hectares de trilhas para caminhadas e seu próprio lago privado, é conhecido por ser um lugar amigável para cães. Recentemente, ela projetou um tour especial para aqueles que viajam com seus animais de estimação. O programa teve uma caçada ao bacalhau defumado nas vinhas, caminhadas em várias trilhas da propriedade e festa específica para os pets.

Espanhóis produzem primeiro vinho azul do mundo....

Sem tradição viticultora, seis jovens espanhóis inovam o mundo da enologia ao produzir o Gik, primeiro vinho de coloração azulada do mercado, feito com uvas brancas e tintas. O vinho demorou dois anos para ser desenvolvido, e os jovens tiveram ajuda de pesquisadores da Universidade do País Basco e do departamento de pesquisa alimentar do governo basco no desenvolvimento do rótulo. O vinho base é criado a partir de uvas vermelhas e brancas e, logo em seguida, há a adição de antocianinas e pigmentos índigos (que dão a cor azul à bebida). Por fim, acrescentam-se adoçantes para suavizar o sabor do vinho. Seus fabricantes recomendam que o vinho seja servido frio, devido à sua doçura. De acordo com o site oficial do Gik, a cor azul do vinho representa “movimento, inovação, mudança, fluidez e infinito”. A primeira remessa para venda será em lote promocional, com custo de 10 euros a garrafa, e o plano é produzir o Gik em diferentes vinícolas espanholas, de acordo com a demanda. O vinho tem 11,50% de teor alcoólico.

domingo, 12 de novembro de 2017

Um novo vinho ícone sul-americano de olho na China.....

A uruguaia Garzón não dá ponto sem nó. Lançou neste ano seu vinho ícone, o Balasto em uma referência à pedra granítica que marca seu solo em Maldonado, litoral leste uruguaio. É um corte de Tannat, Cabernet Franc, Petit Verdot e Marselan fermentado em tanques de cimento e com estágio de 20 meses em barricas e barris de carvalho francês. Essa combinação leva à boca um vinho explosivo, cheio de energia que faz imaginar uma longevidade de pelo menos uma década e meia.
Mas o ponto sem nó é outro. O lançamento foi há um mês em Bordeaux, com pompa, circunstância e churrasco do chef-estrela Francis Mallmann. Com uma produção de 8.888 garrafas, número cabalístico superatraente para a Ásia e que vem estampado nos rótulos, o vinho entrou na bolsa dos négociant em Bordeaux, carminho certeiro para atingir o coração (e as carteiras) dos chineses. Tem dado certo, já é o terceiro vinho sul-americano mais vendido no país.
Vinho foi lançado em Bourdeaux e já chegou ao Brasil Foto: Garzón
No Brasil, chegou faz pouquíssimo e foi apresentado em jantar privê no Fasano nesta terça-feira (17) para clientes VIP da World Wine, importadora que traz os vinhos da Garzón ao Brasil. É vendido a R$ 490 na World Wine.
Germán Bruzzone, o enólogo residente que assina o vinho com o consultor italiano Alberto Antonini e o engenheiro agrônomo Eudardo Felix, responsável pelos vinhedos, apresentou o vinho: “A Tannat é a espinha dorsal; a acidez vem da Cabernet Franc; a Petit Verdot dá o caráter de especiarias e a textura em boca; e a Marselan o toque frutado, que o marca”.
Na próxima safra, a 2016, pode ser que o vinho fique mais bordalês, com a entrada da Merlot, que se saiu bem na vindima. “O Balasto não tem uma receita, usaremos sempre as melhores uvas e aí o corte pode variar”, explica Bruzzone.

Os campeões da Grande Prova de Vinhos do Brasil.....

A diversidade de vinícolas marcou o resultado da 6ª edição da Grande Prova Vinhos do Brasil, realizada na última semana no Rio de Janeiro. A prova reuniu 827 amostras de 125 produtores nacionais para o escolher os melhores de 33 categorias que perfilavam diferentes estilos de espumantes, brancos, rosés e tintos. Três vinícolas se consagraram como as melhores em mais de uma categoria: Cave Geisse (três categorias), Casa Perini e Lidio Carraro (ambas em duas categorias). Os vinhos foram eleitos por uma comissão de 23 jurados comandados por Marcello Copello. Confira os resultados a seguir:
Espumante Brut Branco Champenoise: Espumante Cave Geisse Brut
Espumante Brut Branco Charmat: Espumante Casa Galiotto Brut
Espumante Brut Rosé Champenoise: Espumante Casa Valduga Arte Brut Rose
Espumante Brut Rosé Charmat (EMPATE):
- Espumante Dunamis Ar Brut Rosé
- Espumante Cave del Veneto Brut Rosé, Adega Chesini
Espumante Extra-Brut, Nature Branco: Espumante Victoria Geisse Extra Brut 2017
Espumante Extra-Brut, Nature Rosé: Espumante Victoria Geisse Extra Brut Rosé 2016
Espumante Prosecco/Glera: Espumante X Decima Prosecco
Espumante Moscatel Branco: Espumante Giaretta Moscatel
Espumante Demi-Sec Branco: Espumante Casa Perini ICE Demi-Sec
Espumante Moscatel e Demi-Sec Rosé: Espumante Monte Paschoal Moscatel, Basso
Branco Chardonnay: Pizzato Legno Chardonnay 2016
Branco Sauvignon Blanc: Dom Pedrito Obelisco Sauvignon Blanc 2016
Branco Gewurztraminer: RAR Collezione Gewurztraminer 2011
Branco Riesling: Aurora Varietal Riesling Itálico 2017
Branco Moscato: Monte Paschoal Moscato Frisante, Basso
Branco de Outras Castas e Cortes: Miolo Quinta do Seival Alvarinho 2016
Rosé: Cattacini La Sagrada Familia 2017,
Tinto Cabernet Sauvignon (EMPATE):
- Angustifólia Cabernet Sauvignon 2012, Vinícola Araucári
- Panizzon Celebrando Gerações Cabernet Sauvignon 2015
Tinto Merlot (EMPATE):
- Monte Paschoal Dedicato Merlot 2013, Basso
- Barão de Petrópolis Reserva Merlot 2012
Tinto Tannat: Almejo Tannat 2012, Família Bebber
Tinto Sangiovese: Cave Antiga Sangiovese 2012
Tinto Syrah: Vista da Serra Syrah 2015, Guaspari
Tinto Pinot Noir: Monte Paschoal Dedicato Pinot Noir 2014, Basso
Tinto Tempranillo: Lendas do Pampa Tempranillo 2015, Guatambu
Tinto Cabernet Franc: Barão de Petrópolis Reserva Cabernet Franc 2012
Tinto Marselan: Casa Perini Marselan 2014
Tinto de Outras Castas: Lidio Carraro Singular Teroldego 2010
Tinto Cortes: Lidio Carraro Quorum Grande Vindima 2008
Doces e Fortificados: Boscato Licoroso
Suco de Uva Integral Branco: Suco de Uva Integral Zanrosso
Suco de Uva Integral Tinto: Suco de Uva Integral Galiotto

Como comprar, como beber....

Reuni nove primitivos recém-chegados às prateleiras e convidei os sommeliers Marcos Martins, do Tête à Tête, e Renata Quirino, do Azulejo Pernambucano, para prová-los. Elegemos os cinco melhores, apresentados aqui. Pedi dicas de compra e serviço aos dois. O que eles recomendam é buscar safras recentes, pois o Primitivo não costuma ser um vinho de guarda. Lembram que é alcoólico por natureza, portanto, não se assuste com altos índices no rótulo ou se sentir um ardor no nariz. Não é defeito, mas característica.
A dupla define as regiões mais conhecidas. Os de Salento e Manduria serão mais elegantes; os da Puglia, mais quentes, com extração maior.
Por fim, divide os Primitivos em duas escolas: os tradicionais com muito corpo, fruta e álcool, que casam com a comida “da nonna”; e os mais modernos, elegantes e frescos, que vão bem com pratos mais leves.
A batalha judicial Primitivo x Zinfandel
A onda do Primitivo é tão grande no Brasil que as importadoras com portfólio forte em vinhos norte-americanos, caso da Winebrands, usam o apelo da versão italiana para vender a americana. O novo Motto Unabashed Zinfandel 2014 (R$ 98,10 na Winebrands) é um bom exemplo, um lançamento trazido para ser oferecido aos que procuram Primitivo. Mas o curioso é que as duas cepas (duas ou uma?) vivem em litígio.
Tudo começou nos anos 1970 quando desconfiou-se que o DNA era o mesmo. Produtores italianos passaram então a vender Primitivo nos EUA com o nome de Zinfandel, o que preocupou os americanos pois em sua visão poderia por o patrimônio centenário (e os esforços de marketing) da Zinfandel em risco no mercado. Entraram com um processo para proibir o uso do nome. Nos anos 1990, um estudo genético minucioso concluiu que as duas têm sim a mesma raiz. A partir daí, uma sucessão de recursos judiciais dos dois lados deixou a questão sem acordo até hoje.
Nos EUA, a Zinfandel se estabeleceu no fim do século 19 no norte da Califórnia, onde tornou-se uma queridinha dos viticultores pela alta produtividade. As melhores uvas cultivadas hoje vêm de vinhas velhas de Sierras ou no Dry Creek Valley.
Zinfandel. A uva cultivada em Napa,sua casa nos EUA Foto: LISA BAERTLEIN|REUTERS

Primitivo é a uva da vez e faz um vinho fácil de beber, macio e encorpado.....

Rótulos a base da casta na Itália têm invadido o mercado brasileiro. A maioria vem da Puglia e tem bom preço
Nem da Califórnia, nem da Puglia, vem da Croácia a nova namoradinha do Brasil, a Primitivo. Essa cepa de clima quente, que faz um vinho encorpado e de taninos redondos e sedosos nasceu Tribidrag. Na Puglia, o primeiro registro de que se tem conta é de 1799, quando foi descrita como primativus – que significa “a primeira a amadurecer”, uma de suas características mais marcantes.
Por aqui, veio pegar o trono que até bem recentemente foi da Malbec, um dos maiores cases de recall na hora em que o sommelier se materializa ao lado da mesa e que invariavelmente dá aquele branco sobre o que pedir. Diferentemente da casta francesa, no entanto, é mais vinho de consumidor – que pede e repete – do que de connoisseur – que tem certa má vontade com a variedade e torce o nariz para ela. (O que é explicável, de certa forma, porque com a fama da cepa chega de tudo no Brasil, dos achados aos que queremos que se percam).
Puglia. Não é o berço, mas é onde a Primitivo fez fama e deitou na cama Foto: World Wine
O fascínio do brasileiro é explicado por um conjunto de predicados: faz um vinho fácil de beber e democrático, encorpada e com poucas arestas; e, acima de tudo, tem bom preço, mostrando-se uma alternativa europeia a chilenos baratinhos.
Para o mercado, o resultado desse “bem-querer” é a corrida de importadoras por novos rótulos. Em um mês, o Paladar reuniu uma dezena de amostras de lançamentos com a cepa. O importador que não tem um varietal de Primitivo está em busca de seu primeiro, e quem já tem quer mais.
“Era uma uva pouco explorada no Brasil, um País que gosta muito de varietais, mas que se restringe um pouco às castas francesas. O vinho encanta por ser encorpado, mas muito equilibrado, com taninos suaves. Agrada facilmente a muitos tipos de paladar”, diz André Chicau, da Adega Alentejana, especializada em vinhos portugueses, mas que expandiu seu portfólio de países com a inclusão de italianos da Colle Petrito, produtora do sul da Itália.
Celso La Pastina, que comanda La Pastina e World Wine, talvez seja o maior importador da cepa no Brasil, com 15 rótulos. A simpatia por ela é explicada pela origem da família, que veio da Puglia, lugar que define como “horta da Itália”. Escolheu um varietal mais trabalhado, o Dal 1947 Primitivo de Manduria DOP (R$ 240) para ser o vinho de aniversário da La Pastina e tem três outros em sua linha própria da World Wine, a Terra Rossa, feita em parceria com a vinícola italiana Vinosia.
“A Primitivo caiu no gosto, tem o DNA do brasileiro. E uma das paixões locais é o churrasco. Se preparado só no sal, fica muito bom com a Primitivo”, defende. Ele destaca ainda o preço. “Seus vinhos top custam R$ 240, enquanto os de outras regiões vão a R$ 800.”

Produção europeia de vinho cai ao seu mínimo histórico em 2017....

O retrocesso se explica pela crise nos três países que mais produzem vinho na Europa: Itália (-21%), França (-19%) e Espanha (-15%)
Vinhos: com 40 bilhões de litros, a Itália segue sendo o principal produtor do continente (foto/Thinkstock) A produção europeia de vinho, afetada pelo clima, cairá 14% em 2017 se comparada ao ano anterior, um mínimo histórico, informou a organização pública francesa FranceAgriMer, que toma como base números fornecidos pela Comissão Europeia.
O retrocesso se explica pela crise nos três países que mais produzem vinho na Europa: Itália (-21%), França (-19%) e Espanha (-15%).
A Comissão estima em 145 bilhões de litros a produção referente ao ano de 2017 nos 28 países da União Europeia, uma queda de 14% em comparação com o ano anterior, mas também em relação a média dos últimos cinco anos.
Com 40 bilhões de litros, a Itália segue sendo o principal produtor do continente, seguido da França (36,9 bilhões) e Espanha (36,8 bilhões).
Na Espanha, “assim como na França, quando a colheita é menor, a qualidade em geral é melhor”, o que faz com que os especialistas aguardem uma safra de “alta qualidade”, contou à AFP José Luis Benítez, diretor-geral da Federação Espanhola de Vinho. Na região de Ribera del Duero, a produção caiu cerca de 50% e em La Rioja, 25%.